sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Aracati

ARACATI – I (Colatina – ES, 1991) Ruas desertas, calçadas entristecidas, Casas sujas e inacabadas, Roladeiras fazendo alaridos Mulheres por seus maridos maltratadas. Homens fazendo redes de pesca Meninos jogando futebol Sábado à noite tem festa Na fazenda caracol. Cata-vento, vento, vento. Arraias pairando no ar, Sentir saudades ainda é tempo Do Jaguaribe Rio-Mar. Carnaval em fevereiro, Caranguejo vai “brincar” Fui eu que vi primeiro Caranguejo a desovar Que saudades do manguezal, Aratu, caranguejo e companhia, A pessoa que te fez mal, Ainda há de pagar um dia. Filhos ilustres tu tens, Deles só restam os nomes, Não vou lhes dar parabéns, Pois sei que deles tens fome. Dunas brancas a bailar Nos olhos do ancião, Não é miragem é a vontade de chegar No topo do coração. Canoa quebrada é teu nome De coração e de batismo, Teu dia-a-dia me consome No formal e no nudismo. Zé Melancia era um poeta Que cantava a sua gente, Sem rodeio e sem aresta, Pois ele era diferente. O trem que ia passar Nunca se ouviu o seu apito, O progresso que ia gerar, Não gerou por falta de um grito. Navios transportando sal, Velas brancas que saudade, O cais do porto hoje é um caos, Lembranças na memória e nas telas no museu. Tu foste primeira a fabricar O charque que hoje não tens, Teus filhos vivem a vomitar CHARQUE, NAVIO, PORTO SAL e TREM. ARACATI – II Meu amorzinho ta sereno Esconde–esconde não via, Chafariz abandonado Lá brincava noite e dia, Cacos de vidros e arame farpado Eu pisava e não sentia. Que saudade Zé Batata De tuas presepadas, Depois da missa ia assistir As tuas diabadas, Queria eu corrigir… Esses teus atos macabros. Tanque Salgado sem sal, Férias que não passei, Areia branca tu tens Nas estradas que não andei, Queria eu ser teu refém No sonho que não sonhei. Santarém és rua ou és bairro? Da cidade que não vivi Juventude clube só no nome Dos bailes que eu curtir Mulheres que me consomem Do velho bairro da matriz. Castelo abandonado Com morcego e sem vampiro, Seus quartos viraram motel Para homens e raparigas, Casais se desquitando no papel E mulheres tornando-se meretriz. Marezinha sem maré Pedra sem chapéu Irmãos matando irmãos Mulheres tirando o véu, Cristãos eu não sei se são, Mas, Deus desejou paz na terra e nos céus. São Sebastião ainda se lembra Do velame que quebrei, Esse é teu cognome, De roda gigante rodei, Faria Brito com o nome Passou por cima da lei. Beirada de água doce Parece mais um igarapé, Os moradores do Pedregal São fugitivos da maré, Tua despedida foi igual A história de Noé. Queria eu ser um poeta Pra contar a tua história, Dos versos que nunca fiz, Mas tá gravado na memória, Pois só assim serei feliz, Em divulgar tua história. ARACATI – III Nunca te vi engatinhando Sobre penas de pavão, Mulheres e homens chorando Por causa da devastação Sei cantar e vou cantando A tua luz e escuridão Estrangeiros na mesa da cozinha Altar-mor para os teus fariseus, Nativos almoçando na vizinha, Desamparaste os filhos teus, Ruas sujas nas tuas narinas, Os teus filhos, já não são teus. A fábrica que calou a sirene, O sabão que não lava roupa, Os teus filhos de tanta fome tremem, Não comem sequer uma sopa, E nos palanques vão dizendo, Vou botar dentes em tua boca. Casarões, teu destino é o abandono! Nos olhos de quem não quer ver Se fosse obra faraônica Teu nome e tua cara apareciam na TV, Só nos resta a peste bubônica Dos ratos que vão nos morder. Cruz das almas que não existe Das cordas da amargura, Pescoços que não resistiram Os teus apertos e quebraduras, Mãos que mataram grevistas Nas velhas ditaduras. Igrejas sagradas e benditas Que sempre lá ia rezar, Saudade do colégio Marista Que todo Sábado ia jogar, Cavalos velozes na pista É nesse que vou apostar. Maloca que não tem índio, Gruta com castiçais no altar, Nossa Senhora de Lourdes é ainda A padroeira do lugar, Tu és tão pura e tão linda Como canção de ninar. Rio seco o Jaguaribe Que nunca o vi secar, Enchentes da noite para o dia, Não tinha como evitar, De fome e doença morria O povo do teu lugar. Não és coluna e sim pirâmide! De caveira samba e mulata, Zumbi vencendo as ganâncias Dos velhos punhais de prata, Festejam o povo chorando Salve, salve a nossa raça.

O que é a pequena burguesia? | CONVERGÊNCIA



Alvaro Bianchi

As noções de pequena-burguesia e classe média necessitam um tratamento teórico mais detalhado. Para a sociologia de inspiração weberiana as classes sociais são definidas tomando em consideração as oportunidades de vida permitidas pela posse de bens (WEBER, 2004, v. 2, p. 176). Este conceito se afirmou fortemente no senso comum, para o qual classe é igual a renda ou patrimônio. Para Marx e Engels, entretanto, as determinações das classes sociais não se encontram primeiramente no “mercado de bens ou trabalho”, elas estão na esfera da produção de riquezas.

Nunca é demais lembrar que Marx escreveu no século XIX quando o processo de superação das antigas formas sociais feudais ainda não havia chegado a seu final, particularmente na Alemanha sua terra natal. Trabalhando com o material empírico fornecido pelo desenvolvimento do capitalismo na Inglaterra, na qual a grande indústria se encontrava em processo de generalização, pôde antecipar tendências que apenas assomavam no continente europeu. Foi essa perspectiva europeia e oitocentista, que fez com que Marx concebesse o surgimento da pequena burguesia no contexto da transição do feudalismo ao capitalismo.

Na historiografia marxista tornou-se muito conhecido o debate entre Maurice Dobb e Paul Sweezy a respeito dessa transição. Considerando o modo de produção feudal de maneira estática, Sweezy argumentou que a transição havia tido como “agente motor” os enclaves urbanos e a expansão do comércio de longa distância entre estes, a qual teria dissolvido a economia rural feudal (SWEEZY, 1977, p. 41-43). Dobb, por sua vez, acreditava que as forças dinâmicas da transição deveriam ser procuradas no interior da economia agrária, cujo desenvolvimento teria provocado a diferenciação do campesinato e a emergência do pequeno produtor (DOBB, 1977, p. 60-62). Como argumentou John Merrington (1977), o feudalismo na Europa ocidental não era uma economia simplesmente rural e sim uma na qual a economia agrária encontrava-se fortemente imbricada com a produção e as trocas urbanas. Essa concepção mais abrangente e plástica da economia feudal é a que parece predominar no pensamento de Marx, o qual tende a ver a transição ao capitalismo como uma complexa trama de processos que se verificavam tanto no âmbito da economia rural como na vida urbana.

A pequena burguesia como ator social

O uso de variadas expressões para designar os pequenos comerciantes e os pequenos produtores independentes rurais e urbanos atestam essa visão abrangente e plástica. Marx e Engels utilizam três palavras diferentes em alemão, as quais com frequência são traduzidas unicamente e de maneira imprecisa por pequena burguesia: Kleinbürgerschaft, Mittelstand e Pfahlbürgerschaft. Apenas Kleinbürgerschaft tem o sentido exato de pequena burguesia. Mittelstand significa exatamente os estratos médios da sociedade e remete evidentemente aos Stände, os estamentos sociais do antigo regime predominantes ainda em muitas regiões da Alemanha na primeira metade do século XIX. A terceira expressão, Pfahlbürgerschaft, é usada pouquíssimas vezes e literalmente significa “burguesia de paliçada”, ou seja, os habitantes que residiam entre os muros do castelo medieval a paliçada que o circundava, os quais, geralmente, viviam do comércio. O burguês de paliçada era um pequeno comerciante na Idade Média. Esta era uma forma social da Europa do Leste e do Norte, e por essa razão foi utilizada por Marx e Engels geralmente com referência ao contexto alemão. Quando fazem referência ao processo geral de transformação das corporações medievais esses autores utilizam as palavras Kleinbürgerschaft e Mittelstand.

Em A ideologia alemã esses autores utilizam a noção de pequena-burguesia (Kleinbürgerschaft) a qual se distingue da grande burguesia (die große Bourgeoisie ou großbürgerlich). O nascimento dessa pequena burguesia teria ocorrido no interior das corporações medievais, ou seja, no desenvolvimento e na posterior decomposição das formas sociais tipicamente feudais, particularmente as corporações de ofício. Assim,

“O comércio e a manufatura criaram a grande burguesia (die große Bourgeoisie), enquanto nas corporações concentrava-se a pequena burguesia [die Kleinbürgerschaft], que então já não dominava mais nas cidades como antes, mas tinha de se curvar ao domínio dos grandes comerciantes e manufatureiros. Daí a decadência das corporações, tão logo entraram em contato com a manufatura.” (MARX; ENGELS, 2007, p. 57)

Esta origem da pequena burguesia no interior das corporações de ofício teria estabelecido uma importante distinção espacial. A burguesia nascente, proveniente do desenvolvimento do comércio encontraria seu lugar nas “cidades marítimas”, as quais “tornaram-se em certa medida aburguesadas e civilizadas”. Por sua vez, “a maioria da pequena burguesia [die größte Kleinbürgerei]” teria se concentrado “nas cidades fabris [den Fabrikstädten]” (MARX; ENGELS, 2007, p. 59). Marx e Engels consideravam que neste o estágio as novas relações sociais nascentes se desenvolviam sob o solo das forças produtivas e culturais previamente existentes. O velho coexistia com o novo; novas formas sociais se revelavam ao mesmo tempo que as antigas ainda existiam.

O Manifesto comunista não é tão claro a respeito da origem da burguesia e da pequena burguesia. A noção de pequeno burguês [der Kleinbürger] parece ser utilizada para nomear os pequenos comerciantes que, na periferia do sistema feudal, mas a ele integrados, deram origem a uma nova burguesia. Assim, o “servo, em plena servidão, conseguia tornar-se membro da comuna, da mesma forma que o pequeno burguês [der Kleinbürger], sob o jugo do absolutismo feudal, elevava-se à categoria de burguês” (MARX; ENGELS, 1998, p. 50). Mas nesse texto, quando fizeram referencia aos artesãos que no processo de dissolução das corporações deram lugar ao pequeno burguês, a noção utilizada não foi a de Kleinbürger mas a de Mittelstand, uma noção ausente em A ideologia alemã. Era, assim, exposto sinteticamente o processo de dissolução das corporações, de transformação da oficina em manufatura e de substituição dos mestres das corporações pela pequena burguesia: “A camada média industrial [den industriellen Mittelstand] suplantou os mestres das corporações; a divisão do trabalho entre as diferentes corporações desapareceu diante da divisão do trabalho dentro da própria oficina” (MARX; ENGELS, 1998, p. 41).[1]

Em outras passagens essas camadas médias assumem um sentido mais amplo e passam a incorporar “pequenos comerciantes, pequenos fabricantes, artesãos, camponeses” (MARX; ENGELS, 1998, p. 49). O que parece sobressair dessas diferentes noções é que, geralmente Marx diferenciava a pequena burguesia da classe dos camponeses e que ambas fariam parte, juntamente com outros contingentes sociais, das camadas ou estratos médios da sociedade. É o que dá a entender também uma passagem escrita poucos anos mais tarde, em A luta de classes na França, na qual fez referência aos “estratos intermediários da sociedade burguesa, a pequena burguesia e a classe camponesa [die mittleren Schichten der bürgerlichen Gesellschaft, Kleinbürgertum und Bauernklasse]” (MARX, 2012, p. 48).

Essa tensão entre os conceitos de Kleinbürgerschaft e Mittelstand revela as múltiplas origens que Marx e Engels atribuíam às novas relações sociais tipicamente capitalistas. Estas teriam se constituído por meio de uma complexa confluência histórica de formas sociais que se encontravam tanto dentro da vida social tipicamente feudal, como fora desta ou à sua margem. Em muitos casos, como nos importantes centros comerciais da Alemanha e do Norte da Itália, a pequena burguesia comercial e industrial possuíam origens bastante distintas. Em outros, uma origem comum as unia imediatamente.

Esse processo se desenvolveu ao longo de séculos de maneira espacialmente diferenciada. As imagens mitológicas da Idade Média como idade das trevas, construída pela historiografia burguesa do final do século XIX, são uma barreira epistemológica que impede o reconhecimento da intensa dinâmica social existente nos centros urbanos da Baixa Idade Média e das profundas mudanças provocadas pela revolução agrícola na Inglaterra do século XVI.[2] Em O Capital as várias formas de desenvolvimento da indústrias moderna são tratadas de maneira nuançada, demonstrando a inexistência de uma única via de desenvolvimento econômico e social.

Liquidação e resilência

Embora as diversas e complexas origens sociais essas camadas médias ou estratos intermediários se caracterizam sempre, no texto de Marx, pela posse ou o controle de pequenas parcelas dos meios de produção e pela exploração da própria força de trabalho, daquela dos membros do grupo familiar ou de um pequeno número de trabalhadores associados. O destina da pequena burguesia está fortemente associado às transformações sociais decorrentes dos processos de centralização e concentração do capital, as quais representariam uma ameaça crescente sobre a pequena burguesia: “A supremacia industrial e política da burguesia ameaça à pequena burguesia das cidades [Pfahlbürgerschaft] de destruição certa – de um lado, pela concentração dos capitais, de outro, pelo desenvolvimento de um proletariado revolucionário” (MARX; ENGELS, 1998, p. 65)[3]

Analisando os processos sociais que se verificavam tanto na Inglaterra como na Europa continental, Marx e Engels acreditaram que o desenvolvimento de novas relações sociais empurraria os membros das camadas médias em direção ao contingente social do proletariado:

“As camadas inferiores da classe média de outrora, os pequenos industriais, pequenos comerciantes e pessoas que possuem rendas [rentiers], artesãos e camponeses [Die bisherigen kleinen Mittelstände, die kleinen Industriellen, Kaufleute und Rentiers, die Handwerker und Bauern], caem nas fileiras do proletariado: uns porque seus pequenos capitais, não lhes permitindo empregar os processos da grande indústria, sucumbiram na concorrência com os grandes capitalistas, outros porque sua habilidade profissional é depreciada pelos novos métodos de produção.” (MARX; ENGELS, 1998, p. 47)

Mas o resultado desse processo histórico foi mais desigual do que estes autores previram. Nos países capitalistas centrais o desenvolvimento da indústria moderna praticamente liquidou os pequenos industriais e os artesãos, camadas sociais que se tornaram cada vez mais residuais. Mas o mesmo não pode ser dito dos camponeses e dos pequenos comerciantes, grupos sociais que revelaram em alguns países uma resiliência muito superior à esperada.

Referências bibliográficas

BRENNER, Robert. Agrarian Class Structure and Economic Development in Pre-Industrial Europe. Past & Present, n. 70, p. 30-75, 1976.

DOBB, Maurice. Uma réplica. In: HILTON, Rodney et al. A transição do feudalismo para o capitalismo. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1977. p. 57-66.

MARX, Karl. As lutas de classes na França: de 1848 a 1850. São Paulo: Boitempo, 2012.

MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. Manifesto comunista. São Paulo: Boitempo, 1998.

______. A ideologia alemã. São Paulo: Boitempo, 2007.

MERRINGTON, John. A cidade e o campo na transição para o capitalismo. In: HILTON, Rodney et al. A transição do feudalismo para o capitalismno. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1977. p. 171-196.

SWEEZY, Paul. Uma crítica. In: HILTON, Rodney et al. A transição do feudalismo para o capitalismo. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1977. p. 33-56.

WEBER, Max. Economia e sociedade: fundamentos da sociologia compreensiva. Brasília: UnB, 2004.

[1] Sempre que julgamos necessário para tornar mais preciso o texto modificamos a tradução citada.

[2] O reconhecimento dos efeitos dessa revolução agrícola no desenvolvimento do capitalismo industrial é a base da inovadora abordagem de Robert Brenner (1976) que revolucionou os estudos sobre a transição do feudalismo para o capitalismo.

[3] Como Marx deixará claro em O capital, tratam-se de dois processos e não apenas um: a centralização dos capitais, resultado da competição entre diversos capitalistas, e a concentração de capitais, resultado da expropriação da força de trabalho. Esta distinção entre concentração e centralização não se encontrava ainda desenvolvida em 1848, quando Marx e Engels redigem o Manifesto comunista.

O que é a pequena burguesia? | CONVERGÊNCIA

O que é a pequena burguesia? | CONVERGÊNCIA

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Reflexões e Caminho: Igualdade

Reflexões e Caminho: Igualdade:  Autor Thiago D. Trindade A lucidez do professor Allan Kardec, foi realmente impressionante. Incumbido de organizar, na Terra, a ...

domingo, 27 de julho de 2014

Israel x Palestina, sob uma Gaza disputada e odiada!

Sabes quem é um dos principais causador, senão o principal dessa guerra injusta? Os EUA, ao fornecer armas e apoiar ações israelenses em Gaza.… Quem retrocedeu mesmo, foi o Brasil (país emergente, colocado entre as dez maiores economias do mundo), ou Israel com as suas declarações e comparações desproporcionais e esdrúxulas, e ainda matando civis e crianças? Reconhecer o Estado Judeu por parte do Hamas é de direito e de fato, como também não se pode aceitar o Hamas com suas propostas violentas em querer buscar paz num campo minado há mais de 60 anos, quando da criação do Estado de Israel |(…). O Brasil por sua vez, deveria retirar a sua embaixada de Israel, e automaticamente cortar todas as relações com o governo israelense. A ONU e outras organizações interacionais já deveriam emitir sansões contra Israel, caso esse genocídio continue por conta de guerra injusta e imunda ‘sujada’ pelos EUA…

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Política e compromisso...

Já postei antes e volto a postar como protesto e um alerta aos nossos governantes. Espero ser compreendido por alguns amigos que também gostam de futebol, de política, e que são cristãos como eu! — Eles se dizem cristãos (?)!. Ajoelham-se diante de imagens representativas de sua divindade maior; fazem rituais referentes à sua fé religiosa, e são considerados “nossos representantes”. Estou falando dos políticos que ocupam cargos eletivo nas três esferas. Sou torcedor do Santos Futebol Clube, gosto muito de futebol, mas, sou humano ao ponto de respeitar o momento em que a maioria das cidades do Ceará, enfrentam problemas por com a seca, e, infelizmente, os nossos governantes vivem festejando os investimentos feitos em futebol, seja em torno da copa ou não! Atualmente se usam um jargão muito pejorativo com relação aos brasileiros e a própria história do país, afirmam alguns futebolistas doentes, que “somos uma pátria de chuteira” (...). – Ora, é certo que o futebol hoje é um negocio rentável, principalmente, porque a maioria dos torcedores são alienados, quando não são psicologicamente loucos, como se acham os corintianos. Mas, aí é que está o ‘x da questão’: os políticos investem naquilo onde mais agradam, àquele menos informado, que no Brasil, no Nordeste, no Ceará e, principalmente em Aracati, que ainda é a grande maioria da população. O futebol que deveria ser um lazer, um divertimento, passou a ser, além de um negócio rentável para alguns, mas, também um caso de segurança pública. Vejamos as torcidas organizadas nos dias de jogos de seus clubes. Eles usam faixas com frases, lembrando os mais vis dos exemplos. Segue abaixo algumas perguntas para os nossos amigos responderem o que é mais prioritário no momento para o Brasil, para o Ceará, e para o Aracati. • Investimento na Educação básica; • Valorização dos profissionais da educação; • Investimento na saúde e em seus profissionais; • Pavimentação urbana - (Não são as famosas operações tapas buracos não. A pavimentação das ruas de nossa cidade precisa ser reconstruída); • Sinalização das vias urbana; • Investimento em Indústria; • Investimento na agricultura familiar; • Fornecimento de água via canal do trabalhador para àquelas famílias que não dispõe do líquido mais precioso para a vida humana; • Transparência do serviço público, e, prestação de contas trimestralmente com a população, através de Rádio, TV, Painéis, etc.; — Qual é a maior alegria para a população de uma cidade? A vitória em uma partida de futebol que traz uma alegria passageira, ou ter sua cidade limpa, organizada, sinalizada, ruas asfaltadas, bem calçadas; saúde e educação de qualidade, empregos, o homem do campo vivendo bem, etc.

sábado, 19 de julho de 2014

Pensamentos conservadores e reacionários

Algumas pessoas ditas amigos (as) e/ou conhecidos (as) meus, solicitaram a minha amizade no facebook, mas, depois que viram as minhas postagens, principalmente as de cunho Espírita, alguns desfizeram a amizade e outros sequer curtem as minhas postagens espírita, política ou não! O que eu tenho pra dizer a essas pessoas, é que eu não vou deixar jamais de atender a minha vontade e o que gosto, para agradar a ‘A’ ou a ‘B’, todavia, fico triste em saber que essas pessoas ainda pensam dessa maneira. Acho que poderíamos ser mais úteis juntos, mesmo discordando de algumas coisas, até porque, o ponto comum da união estar justamente nas diferenças ‘equacionadas’ diante às discursões/debates, objetivando chegar sempre a um denominador comum... Não precisa eu dizer que sou Espírita, já que as minhas postagens revela o meu pensamento filosófico/religioso, e, quem me conhece sabe que nunca neguei isso, então não é agora que vou ocultar a minha identidade religiosa. Trabalho há 11 anos num colégio evangélico (protestante), apesar das diferenças religiosa-filosóficas nunca desrespeitei ninguém, e nem abandonei as minhas convicções... Respeito o espaço e não misturo as coisas (...). Diferente de muitos que são verdadeiras marionetes manipuladas por mentes conservadoras e reacionárias... Não me tornei um maria-vai-com-as-outras, pelo contrário, a minha convicção religiosa-filosófica só fortaleceu.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

MOISÉS NÃO PROIBIU QUE SE FALASSE COM OS MORTOS?

(Resposta a uma contestação) Caros Irmãos, que a paz de Jesus esteja em seus corações. Recebi de vocês uma mensagem, em que uma denominação evangélica contesta o texto que escrevemos sobre a proibição de Moises. Muito grato então pela sua consulta, que responderei com prazer. Antes propriamente de entrarmos na resposta, devemos ter em consideração em primeiro lugar, que a convicção religiosa é uma questão pessoal e que não deve ser objeto de disputas. No espiritismo não fazemos proselitismo, ou seja, não saímos atrás das pessoas para convertê-las à nossa doutrina. Mas se alguém nos procura pedindo explicações, aí sim, promovemos o entendimento fraterno com ela, de forma a expor - NÃO IMPOR - os esclarecimentos da Doutrina Espírita. Entendemos que cada pessoa se encontra na crença religiosa que mais se identifica e, portanto, deve ser deixada nessa posição. A evolução de cada um se faz diferentemente, e o entendimento das coisas divinas só poderá ser feita segundo a capacidade de cada um em compreendê-las. Mas os crentes das religiões tradicionais - de qualquer uma delas - mesmo não cristãs, tem por habito achar que somente sua crença é verdadeira! É uma presunção natural da criatura humana ainda nos estágios primeiros da evolução espiritual. Assim eles qualificam de "ignorância"dos textos sagradosquando alguém não os interpreta como eles. Na verdade não é "ignorância", mas sim discordância. Nós espíritas, ao contrário, compreendemos que cada religião tem o seu valor, e todas aquelas que sinceramente visam a melhoria da criatura humana são boas. Assim, procuramos não atacar as religiões e buscamos evitar tecer considerações desabonadoras sobre elas em nossas exposições, cursos, livros e palestras. O respeito ao direito alheio de ter suas próprias convicções é permanente em nossas instituições. Mas vamos analisar parte por parte a contestação: 1. "pois o Senhor Jesus VALIDOU OS TEXTOS SAGRADOS do ANTIGO TESTAMENTO, não só naquela passagem que lhe mostrei, mas também em outras, portanto tais escritos são ensinamentos válidos para os cristão sim”. Não é verdade. Jesus não validou os textos sagrados do Antigo Testamento (Torah). Em varias oportunidades Ele as desautorizou. Vejamos alguns exemplos: Descanso no sábado: O descanso no sábado era obrigatório para os judeus e era punido com a morte segundo a lei de Moises. Estava prescrito até nos Dez Mandamentos (o descanso – não a pena de morte!). No entanto, Jesus fez varias curas e outras coisas proibidas aos sábados em frente aos doutores da lei, que ficavam extremamente contrariados com isso. Jesus lhes disse: - O sábado foi feito para o homem, e não o homem para o sábado. (Marcos 2, 23-28). Portanto, Jesus invalidou a lei de guardar os sábados. Apedrejamento: Existem varias penas de morte por apedrejamento no Antigo Testamento, e dentre elas existe a lei que prescreve que as adulteras fossem apedrejadas. Mas quando os doutores da lei apresentaram uma delas à Jesus e lhe perguntaram se devia ser apedrejada, ele lhes disse "quem não tiver pecados que atire a primeira pedra", fazendo valer seus ensinamentos, do "não julgueis para não serdes julgados", e assim invalidando os chamados "textos sagrados do Antigo Testamento". Vingança-pena de Talião: No Antigo Testamento está escrito "olho por olho e dente por dente", prescrevendo assim a retaliação ou o revide a qualquer ofensa recebida. Jesus a anulou contrapondo o “perdoai aos vossos inimigos, fazei o bem a quem vos quer mal, orai pelos que vos perseguem e caluniam, perdoai não sete vezes, mas setenta vezes sete vezes”. Assim Jesus condenou a pena de Talião e introduziu uma nova lei – a lei do perdão incondicional. Lavar as mãos, copos e pratos antes de comer: vendo que Jesus e seus apóstolos não faziam isso antes de comer, lhe perguntaram: porque seus discípulos não lavam as mãos e os utensílios antes de comer? Jesus lhes respondeu:"não é o que entra pela boca do homem que faz mal ao homem, e sim o que sai de sua boca lhe faz mal, porque tudo que sai de sua boca provem do seu coração". Invalidou assim a obrigação prescrita no Antigo Testamento. A Circuncisão: Entre os Judeus, até hoje, esta prescrita a circuncisão para simbolizar a Aliança. Mas Jesus não a confirmou e nem fez qualquer alusão a esse respeito, tendo o Apostolo Paulo indicado que os cristãos não a obedecessem, mesmo sob os protestos dos judeus recém convertidos ao Cristianismo que insistiam em manter essa tradição. Os Judeus seguem esta prescrição até hoje... e os Cristãos? Fazem a circuncisão nos seus filhos? Ora, se fosse a Palavra de Deus, todos os cristãos deveriam continuar a praticar a circuncisão. Mas não é isso que acontece. Será desobediência à Palavra de Deus? O Dizimo:o dizimo também é uma prescrição do Velho Testamento, mas Jesus não o continuou, não pediu, nem recomendou que seus apóstolos o cobrassem. Nem o Catolicismo, que é um dos maiores continuadores diretos do Cristianismo, o cobram. Somente os evangélicos o cobram. Também foi uma pratica da lei antiga que Jesus não sancionou. Excetuando-se os Dez Mandamentos, os escritos do Antigo Testamento não são validos para os cristãos porque Jesus não os confirmou. Não são seguidos a risca nem pelos os próprios judeus, pois eles mesmos aboliram muitas delas presentemente, senão vejamos: Os judeus guardam o sábado? Não guardam. Somente os judeus ultra ortodoxos o guardam como prescrito no Talmud (a descrição das leis do A.T.). Conheço muitos judeus, e eles não guardam o sábado - digo, não guardam o sábado como prescreve a Lei Mosaica, com todas as suas detalhadas regras, como por exemplo (nos dias de hoje): não pode trabalhar; não pode andar de elevador; nem de carro ou qualquer veiculo de transporte; não pode fazer qualquer tarefa ou serviço mesmo caseiro e etc.. E os Evangélicos guardam? Os judeus apedrejam as adulteras? Não apedrejam. Os Cristãos também não. Vingam-se dos seus inimigos? Não. Respeitam as leis atuais, deixando para as autoridades policiais o cumprimento da justiça. Os Cristãos também. Lavam as mãos, pratos e os copos antes e comer? Não, não fazem isso. O “Texto Sagrado” proíbe comer carne de porco, peixes sem escamas, carne junto com o leite, comida somente kasher, e outras proibições e determinações do A.T. (Torah). Pois boa parte dos judeus não guardam essas prescrições, e os Cristãos também não as guardam. Ora, como tudo isto está no “Texto Sagrado” e, portanto teria sido ditado por Deus, deveria ser a absoluta expressão da verdade, e deveria ser seguido à risca por todos o judeus e cristãos de todo o mundo, mas como se vê não é isso que acontece. Por quê? Porque isso não é a palavra de Deus. É apenas a palavra dos homens (excetuando-se as tabuas da lei – os Dez Mandamentos - que de fato foram de inspiração divina). Outra contestação: 2. “portanto tais mandamentos e orientações passadas por Moisés não saíram da cabeça dele, mas vieram do Pai”. Esta afirmação não se sustenta. Moises tinha o habito de atribuir a Deus as suas determinações para que o Povo não as discutisse. Moises quando desceu do monte Sinai, trouxe consigo as tabuas da Lei – estas de fato, de inspiração divina – e o que estava inscrito nelas? O 5º mandamento prescreve: “Não matarás”. Pois Moises chegando à aldeia viu que muitos do seu povo estavam adorando um bezerro de ouro. E o que fez Moises? Mandou matar logo ali cerca de 3 mil pessoas, desobedecendo as ordens de Deus, recém recebidas! Vejam como Moises toma o nome de Deus para determinar a morte para cerca de três mil pessoas: “26.... pôs-se em pé Moisés na porta do arraial e disse: Quem é do SENHOR, venha a mim. Então, se ajuntaram a ele todos os filhos de Levi. 27 E disse-lhes: Assim diz o SENHOR, o Deus de Israel: Cada um ponha a sua espada sobre a sua coxa; e passai e tornai pelo arraial de porta em porta, e mate cada um a seu irmão, e cada um a seu amigo, e cada um a seu próximo. 28 E os filhos de Levi fizeram conforme a palavra de Moisés; e caíram do povo, aquele dia, uns três mil homens.” Certamente não foi Deus que ordenou tal morticínio, mas sim Moises. A Bíblia prescreve a pena de morte em muitas situações. Quem desrespeitasse o sábado, a mulher que adulterasse, os filhos rebeldes (isso mesmo! Dizia para o pai arrastar o filho rebelde para fora do acampamento e fazê-lo ser apedrejado!), a pessoa que consultasse os mortos, e muitas outras disposições onde a pena era a sentença de morte. Ora, não foi Deus que “escreveu” ou inspirou a pena de morte, pois assim ele estaria se contradizendo. Num momento diz “Não matarás” e no seguinte institue a pena de morte? Não é possível Deus se enganar e se desdizer. Ora, como se vê, a Torah não é “a palavra de Deus” porque existem muitas contradições. E Deus não se contradiz. O Antigo Testamento (Torah) é na verdade o livro da Saga do povo Judeu, junto com sua filosofia religiosa e junto com as leis humanas prescritas por Moises para organizar a vida do seu povo errante no deserto, e que merece todo o nosso respeito, mas não é um livro cristão. E de se notar que Moisés não escreveu o Antigo Testamento. O Antigo Testamento só foi escrito cerca de 400 anos antes de Cristo por Esdras, quando o povo Judeu era ainda cativo na Babilônia. Antes disso, a Torah era transmitida oralmente dos pais para os filhos. E o livro não saiu das mãos de Esdras pronto e acabado como se vê hoje, mas como um esboço inicial que foi sendo acrescido por outras pessoas ao longo do tempo, sendo incluídas novas estórias e episódios da vida judaica. Na Bíblia encontramos passagens que mostram claramente que não se pode tomar a Bíblia literalmente como a “Palavra de Deus”. Em Provérbios XXXI encontramos as palavras de Lamuel que lhe foram ensinadas pela sua mãe, que diz: " ...não é próprio dos reis, ó Lamuel, não convém aos reis beber vinho, nem aos príncipes dar-se aos licores, para que, bebendo, eles não esqueçam a lei e não desconheçam o direito de todos os infelizes. (Mas) Dai a bebida forte àquele que desfalece e o vinho àquele que tem amargura no coração: que ele beba e esquecerá sua miséria e já não se lembrará das suas magoas". Como se vê, não poderia ter sido a “palavra de Deus” que escreveu os conselhos da mãe de Lamuel a seu filho, e muito menos seria Deus que incentivaria a bebida. Por isso nota-se como a Torah tem contradições se o analisarmos como de origem divina.Se tomado como ele verdadeiramente é, como sendo a Saga e a Religião do povo Judeu, pode-se compreende-lo dentro do seu contexto – e como os próprios judeus, donos do livro, o entendem. Outra contestação: 3. “se este autor tivesse lido a Bíblia na sua integralidade inclusive as Cartas do Apóstolo Paulo, veria que o maior apóstolo do Senhor sempre citou os mandamentos trazidos por Moises e nunca os invalidou pelo contrário o Apostolo Paulo afirma na sua Carta I Timóteo que a Lei é boa, sendo que ela fora feita para os transgressores, in verbis: 5. Ora, o intuito da presente admoestação visa ao amor que procede de coração puro, e de consciência boa, e de fé sem hipocrisia. 6. Desviando-se algumas pessoas destas coisas, perderam-se em loquacidade frívola, 7. pretendendo passar por mestres da lei, não compreendendo, todavia, nem o que dizem, nem os assuntos sobre os quais fazem ousadas asseverações. 8. Sabemos, porém, que a lei é boa, se alguém dela se utiliza de modo legítimo, 9. tendo em vista que não se promulga lei para quem é justo, mas para transgressores e rebeldes, irreverentes e pecadores, ímpios e profanos, parricidas e matricidas, homicidas, 10. impuros, sodomitas, raptores de homens, mentirosos, perjuros e para tudo quanto se opõe à sã doutrina, 11. segundo o evangelho da glória do Deus bendito, do qual fui encarregado. 12. Sou grato para com aquele que me fortaleceu, Cristo Jesus, nosso Senhor, que me considerou fiel, designando-me para o ministério”.... Eu li integralmente o Evangelho, isto é, o Novo Testamento nos seus 27 livros por três vezes, e inúmeras vezes o consulto para dele extrair ensinamentos para incluir nas palestras, nos artigos, e para meu próprio esclarecimento. Li pormenorizadamente os quatro evangelistas, Mateus, Marcos, Lucas e João; o Atos dos Apóstolos; as 14 epistolas de Paulo, a epistola de Tiago, as 2 de Pedro, 3 de João, 1 de Judas e o Apocalipse de João. Li os oito volumes da coleção Sabedoria do Evangelho escrita por Carlos Torres Pastorino que examina todo o conteúdo dos quatro evangelistas, com explicações claras acerca de todas as passagens. Não li a Torah (Antigo Testamento) integralmente porque ele não vai me acrescentar nada ao que existe no Evangelho e portanto, sua leitura integral é desnecessária. Mas o consulto para casos como esse, em que pessoas o tomam para justificar seus pontos de vista. Quanto ao texto acima escrito pelo apostolo Paulo, ele cita “Sabemos, porém, que a lei é boa”, e isso é tomado como uma confirmação de Paulo ao A.T.. Mas qual Lei Paulo se refere? A lei que manda apedrejar as pessoas? Certamente não é essa lei. A lógica nos diz que, como Paulo abraçou a doutrina cristã, ele se refere a Lei conforme os ensinamentos de Jesus, e portanto a única lei que ele poderia considerar boa do A.T. são as contidas nos Dez Mandamentos (exceto a de guardar o sábado). Portanto, nessa passagem, como em todas as demais por ele escritas, Paulo não validou o A.T. O Apostolo Paulo cita por varias vezes o Antigo Testamento, mas para as seguintes finalidades: justificar a vinda do Mestre; para provar que ele era o Messias, citando as passagens em que os profetas O anunciavam; para dirimir as discussões entre os novos adeptos do cristianismo oriundos do judaísmo; para excluir a circuncisão; e etc., mas jamais li qualquer texto de Paulo citando e validando os mandamentos de Moises, como as penas de morte, a circuncisão, a guarda do sábado, apenas para citar alguns exemplos do que ele NÃO citou NEM validou. Pelo contrário, encontramos passagens nas epistolas de Paulo que justamente visam invalidar algumas leis do A.T. Outra contestação: 4. "Portanto, tal autor não tem conhecimento e procura justificar seu pecado e levar outros pelo mesmo abismo utilizando pequenos trechos da Bíblia para fundamentar e colocar na boca de Moisés o que ele nunca disse e concluir falsamente a tese de que se pode consultar espíritos". Como assim? Transcrevi na integra o que Moises disse e fez naqueles dias em que reuniu os anciãos em volta de sua tenda e transcrevo de novo agora; “O Senhor respondeu a Moisés: Junta-me setenta homens entre os anciãos de Israel, que sabes serem os anciãos do povo e tenham autoridade sobre ele. Conduza-os a tenda de reunião, onde estarão contigo. Então descerei e ali falarei contigo. Tomarei do espírito que está em ti e o derramarei sobre eles, para que possam levar contigo a carga do povo e não estejas mais sozinho. Moisés reuniu então setenta homens dos anciãos do povo e os colocou em volta da tenda. Apenas repousara o espírito sobre eles,começaram a profetizar; mas não continuaram. Dois homens tinham ficado no acampamento: um chamava-se Eldad e o outro Meldad, e o espírito repousou também sobre eles, pois tinham sido alistados, mas não tinham ida a tenda: e profetizaram no acampamento. Um jovem correu a dar noticias à Moisés: Eldad e Meldad, disse ele, profetizam no acampamento. Então Josué, filho de Num, servo de Moisés desde a sua juventude, tomou a palavra: Moisés, disse ele, meu senhor, impede-os. Moisés porem respondeu: Porque és tão zeloso por mim?Prouvera a Deus que todo o povo do Senhor profetizasse, e que o Senhor lhe desse o espírito”. (Números 11:16,17,24 a 29) Foi Moises que disse isso - não fui eu. Portanto foram as palavras pronunciadas de fato por Moises, e não palavras que eu “teria posto em sua boca”. Outra contestação: 5. “Outra coisa que este autor disse que não corresponde a verdade refere-se a que profetizar seria a pessoa tomada por um espírito”:... Ora, foi o próprio Moises que disse isso! Veja o texto novamente: “Tomarei do espírito que está em ti e o derramarei sobre eles, para que possam levar contigo a carga do povo e não estejas mais sozinho. Moisés reuniu então setenta homens dos anciãos do povo e os colocou em volta da tenda. Apenas repousara o espírito sobre eles, começaram a profetizar”... Assim, profetizar é falar tomado por um espírito. Afinal – veja bem, pois isso é importante – se não fosse possível falar com os mortos Moises não precisaria tê-lo proibido!!! Ele só o proibiu porque sabia que era possível. Então profetizar é falar com os mortos, sim! E note que ele proibiu de falar com os mortos... não mencionou demônios! Ora, o que são os mortos? São os espíritos dos que já viveram, e portanto NÃO SÃO OS DEMONIOS! Esta expressão que alguns Cristãos tradicionais, da reforma carismática e os protestantes usam para defender seu ponto de vista, dizendo que os espíritas falam com os demônios, é a verdadeira manipulação dos escritos antigos para enganar e tentar provar um ponto de vista falso, enganoso, e calunioso. Convém lembrar a todos que dizem isso que prestar falso testemunho é pecado que leva o pecador diretamente ao inferno! Outro ponto que eles muito afirmam é que há a manifestação somente do Espírito Santo... Mas eu não encontro na Bíblia – Antigo Testamento - a expressão Espírito Santo. Só encontro Espírito, como se lê no texto Bíblico acima. A introdução da palavra “Santo” no Novo Testamento é uma interpolação (inclusão indevida) efetuada pelos teólogos da igreja nas transcrições da Bíblia a partir do quarto século. Outra contestação: 6. “Outra asneira escrita neste texto (Moises não proibiu que se falasse com os mortos?) que recebemos é com relação ao aparecimento do Profeta Elias e Moisés. Primeiro que Elias não morreu, mas foi arrebatado por Deus ,(Leia a Bíblia), segundo que O Senhor Jesus É O FILHO DE DEUS e Deus, Ele e o Pai são um só, portanto o poder do Senhor Jesus, nosso amado mestre transcende a qualquer poder que temos conhecimento e assim Ele e somente Ele pode fazer o que fez, por ser o Filho de Deus. Mas nós não temos tais prerrogativas e nos foi proibido fazer tais evocações, pois o que se manifesta nas pessoas não são os mortos, mas demônios ou espíritos imundos.”... Olhe, de fato está escrito que Elias foi arrebatado por Deus. Mas a ciência desconhece quem poderia ter sido levado em vida para um plano extrafísico, se manter vivo sem se alimentar, sem respirar oxigênio, sem deterioração do seu corpo, por vários séculos, e aparecer vivo em pessoa aqui na Terra. Nota-se aí que se trata de uma figura alegórica dos textos antigos. Mas deixando de lado a discussão sobre Elias, Moises NÃO foi arrebatado para os céus. Ele morreu e foi muito bem documentado no Antigo Testamento. Portanto seu aparecimento é de um “morto” para um vivo, justificando o que falei. 7. “O Senhor Jesus É O FILHO DE DEUS e Deus, Ele e o Pai são um só, portanto o poder do Senhor Jesus, nosso amado mestre transcende a qualquer poder que temo conhecimento e assim Ele e somente Ele pode fazer o que fez”... Não é verdade! Falando sobre comunicação com os mortos, temos uma passagem do Antigo Testamento que mostra uma pessoa comum consultando uma pitonisa e recebendo dela a comunicação de Samuel, um profeta já morto.( Samuel 1:28) Veja o texto abaixo: - Então Saul disse aos seus servos: Procurem uma Necromante, para que eu faça uma consulta. Os servos responderam: Há uma necromante em Endor. Saul se disfarçou, vestiu roupa de outro, e à noite, acompanhado de dois homens, foi encontrar-se com a mulher. Saul disse a ela: Quero que você me adivinhe o futuro, evocando os mortos. Faça aparecer a pessoa que eu lhe disser...... A Mulher perguntou: Quem você quer que eu chame? Saul respondeu: Chame Samuel!... Como se vê acima, Saul, que pouco tempo antes havia expulsado todas as Necromantes do seu país, vai ao encontro de uma delas e pede para falar com os mortos (não pediu para falar com os demônios...), e ainda indica uma pessoa em particular que já havia morrido. Indicou Samuel. A comunicação com o morto, então, foi possível, foi realizada, e está plenamente documentada no próprio Antigo Testamento, atestando que é possível se falar com os mortos, e que os mortos não são os seres malignos, demônios que se disfarçam para enganar, porque ali apareceu um “morto”, e nesse caso um morto bom, o espírito de um Profeta, e sua presença foi confirmada pelo próprio Saul. A contestação prossegue....: “...nosso amado mestre transcende a qualquer poder que temo conhecimento e assim Ele e somente Ele pode fazer o que fez,”... Não é verdade pois o próprio Jesus afirmou que faríamos tudo o que ele fazia e muito mais, conforme esta passagem do N.T.: “Em verdade, em verdade Eu vos digo: “aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço, e fará ainda maiores do que estas”.(João 14:12) Como se vê, não há nenhuma base para se afirmar que somente Jesus pode fazer essas coisas. Todos podem fazê-las. Foi o próprio Jesus que nos afirmou isso! Prossegue a contestação: 8. “Mas nós não temos tais prerrogativas e nos foi proibido fazer tais evocações, pois o que se manifesta nas pessoas não são os mortos, mas demônios ou espíritos imundos.”.... Esta afirmação é uma contradição a própria Bíblia, pois nela vemos as proibições relativas a contato com os mortos, jamais cita demônios. Assim, aqueles que dizem isto estão confrontando os próprios Textos Sagrados que tanto veneram, pois os estão distorcendo em favor dos seus argumentos sectários. Vou repetir os textos Bíblicos para sua verificação: “Qualquer homem ou mulher que evocar os espíritos ou fizer adivinhações, será morto. Serão apedrejados, e levarão sua culpa”.(Levítico 20:27) Não existe qualquer menção a Demônios! Fala de espíritos! Ora, espíritos são as almas dos que já morreram. Então o que se manifesta nas pessoas são espíritos. Podem ser espíritos bons ou ruins, adiantados ou atrasados, sábios ou ignorantes, como o são todas as pessoas aqui na Terra. E foi proibido por Moises porque temos esta prerrogativa sim, pois do contrario nem seria necessário proibir. Quanto a ser proibido, vemos nos textos que a proibição se refere a pratica de adivinhações e outros assuntos indignos, coisa que o próprio espiritismo condena. Jesus não confirmou a proibição de falar com os mortos, e como somos cristãos devemos seguir ao Cristo. Portanto conclui-se que é permitido contatar os mortos. Outra contestação: 8. “outra informação falsa do autor espírita que assina esse artigo denominado “Moisés não proibiu que se falasse com os mortos?” 9. "Os primeiros cristãos até o 4º século, somente liam o Evangelho de Jesus, pois a Torah era o livro do judaísmo, uma doutrina que eles não seguiam.” Quem ler as cartas do Apóstolo Paulo verá que tal afirmação demonstra a total ignorância deste autor e/ou má-fé, pois os que receberam as Boas Novas aprendiam não só o constante nos Evangelhos como também o constante nos textos dos Profetas anteriores ao Senhor Jesus, inclusive o constante que havia nos Livros escritos por Moisés, pois até para entender o que chamamos Novo Testamento é necessário se conhecer o que chamamos de Antigo Testamento. Para lhes dar um pequeno exemplo, leiam o que João Batista falava sobre a vinda do Messias e certamente verá que era o que o Profeta Isaias dizia a quase 1000 anos antes da vinda deste João. Portanto, como é possível entender o significado da profecia dita por João sem saber quem fora o profeta Isaias e seus escritos, que inclusive foram encontrados recentemente integramente no Mar Morto (Manuscritos do Mar Morto), comprovando terem sido escritos a quase 1000 antes da vinda do Senhor Jesus. Vamos por partes. Primeiro vamos examinar as citações dos Apóstolos e de João Batista. As profecias do Antigo Testamento são citadas de fato por Paulo, João, e João Batista, mas somente para justificar a vinda de Jesus e seu messianato. Não examinam nem estudam os textos antigos na sua integra. Nada mais. Era necessário aos apóstolos e a João Batista confirmar a previsão da chegada do Messias para o povo Judeu que o aguardava. Assim reportavam-se aos escritos antigos para dar suporte ao anuncio de que Jesus era o Messias esperado. Tinha de ser assim. Mas não se deduz daí que eles pregavam o A.T. E não há nenhuma outra menção no Novo Testamento sobre os ensinos constantes do A.T., exceto aqueles que previam a vinda do Messias, ou alguma outra pequena passagem do A.T. pertinente a esclarecer os novos ensinamentos e costumes cristãos. Com isso se pode facilmente compreender que tais alusões visavam a um propósito único, que era a confirmação de Jesus como o messias esperado. De forma alguma visavam ensinar o A.T. aos novos adeptos, mesmo porque àqueles a quem esses apóstolos falavam citando o A.T. em sua maioria eram judeus que já conheciam a Torah. Quanto à afirmação de que os cristãos até o quarto século não estudavam o A.T. faço as seguintes colocações: Para que vocês entendam esta informação é preciso lembrar como estava o Cristianismo nos quatro primeiros séculos de sua existência. Era uma doutrina perseguida pelos judeus em toda a parte, e perseguida pelos romanos em Roma e em todas as províncias romanas desde que Nero, no ano 64 depois de Cristo, acusou indevidamente aos cristãos pelo incêndio de Roma que ele mesmo ateou. Ora, grande parte dos cristãos nada mais era do que judeus que romperam com o judaísmo e adotaram o cristianismo. E a outra parte dos novos adeptos do cristianismo nascente vinha das religiões politeístas que não tinham nenhuma identificação com a religião judaica. Logicamente esforçavam-se para aprender as lições de Jesus, e não estudar os livros da Torah (Antigo Testamento). Não faria sentido estudar aquilo que se abandonou. Seria o mesmo que insistir em dizer que os Protestantes (Evangélicos) se interessam em estudar as liturgias católicas, somente porque o movimento protestante surgiu no meio católico. Perguntamos então: os Protestantes (Evangélicos) estudam o catecismo e as liturgias católicas? Interessam-se em saber da historia do catolicismo? Estudam os escritos dos Pais da Igreja? Procuram conhecer a vida e obra dos Santos Católicos? Claro que não! Porque então os cristãos, recém saídos do Judaísmo e das crenças politeístas, iriam estudar a Torah, o livro judaico? Alem disso, os cristãos de Roma viviam escondidos e se reuniam somente à noite nas catacumbas, subterrâneos que eram os cemitérios romanos da época. Sem luz, contando com parca iluminação de velas liam os poucos pergaminhos que possuíam, que eram copias dos textos cristãos. Não havia entre eles textos do Antigo Testamento (Torah). E eles não os liam porque não os interessava. Nas outras cidades, os próprios judeus faziam questão de afastar os cristãos de suas praticas judaicas e das suas sinagogas porque viam neles os inimigos de sua fé. Não há como imaginar que os cristãos estudassem alguma coisa alem dos poucos pergaminhos cristãos que chegassem às suas mãos. Eles eram perseguidos por todos os lados, e isso perdurou por longos 400 anos! Só para sua avaliação, antigamente não havia imprensa e os livros eram copiados a mão, palavra por palavra, demandando anos para confecção de uma só copia por escribas que eram as raras pessoas que sabiam escrever, e custavam caríssimo! Para você ter uma idéia, em todas as sinagogas existe os livros da Torah copiados a mão sobre pergaminho e em aramaico antigo, como era na época de Jesus. Hoje em dia eles custam cerca de R$ 50.000,00! Quanto não deveriam custar naquela época? Não faz sentido imaginar os pobres cristãos se darem ao luxo de terem copias desses livros que eles sequer estavam interessados em manusear! Por isso, afirmamos que, antes da adoção do Cristianismo como religião do Estado Romano em 400 DC por decreto do Imperador romano Teodósio I, e antes da tradução de Jerônimo do Velho Testamento incorporando-o aos livros cristãos, as comunidades cristãs primitivas não se interessavam pelo Antigo Testamento. Outra afirmação costumeira dos que defendem o exame do A.T. é afirmarem em forma de pergunta: Como se pode entender o N.T. sem se conhecer o A.T.? Ora, o Novo Testamento entende-se por si só. Não há nenhuma necessidade e se conhecer o A.T. para se entender o N.T. As lições de Jesus ali contidas trazem em sim mesmo a essência do ensinamento, prescindindo o estudante de qualquer leitura paralela. A única coisa que se precisa conhecer do A.T. que se relaciona com o N.T. são os Dez Mandamentos e as anunciações da vinda do Senhor - o Messias. Mas, mesmo isso torna-se desnecessário, porque para os cristãos de hoje e também os de muitos séculos para trás, não há mais nenhuma duvida de que Jesus era, e é, o Messias esperado e, portanto, não se faz necessário esta comprovação, o que torna o exame do A.T. desnecessário. Quanto aos Dez Mandamentos – a Lei a que se referia Jesus – devemos tê-la de cor em nossas mentes. Outra contestação: 10. “mais um exemplo dentre muitos que há no Novo Testamento que desfaz completamente a afirmação transcrita acima deste autor, completamente ignorante na Palavra de Deus e que se propõem a ensinar algo que não domina os incautos que não conhecem a Bíblia: Discurso do Apóstolo Paulo numa sinagoga sobre o Senhor, in verbis ATOS DOS APOSTOLOS, Cap. 13 versículos 18/43”. (favor procurar o texto na Bíblia, por falta de espaço para sua transcrição aqui).” Este discurso de Paulo numa Sinagoga visava converter os Judeus à nova Doutrina Cristã. Nesse caso, é lógico que ele falasse do Antigo Testamento, que é a Torah que eles conheciam bem, pinçando as passagens que anunciavam a vinda do Messias e tentando mostrar-lhes que Jesus era o Salvador esperado. Nada mais correto. Principalmente porque Paulo era uns dos poucos que podia discorrer com fluência e conhecimento sobre o Antigo Testamento, justamente porque ele era um ex-Fariseu, membro do Sinedrio e apontado como o próximo candidato a sucessor do Sumo sacerdote do Judaísmo. Ele conhecia a fundo o livro antigo, e portanto não precisava estudá-lo, mas sim recordá-lo aos ouvintes, para que se convertessem ao cristianismo. Isto não quer dizer que Paulo pregasse estes ensinamentos aos Cristãos, mesmo porque eram ensinamentos dos quais ele próprio se afastou, quando adotou o Cristianismo. Outra contestação: 11. “Outra barbaridade escrita por tal autor refere-se a dizer: Mas tal proibição visava apenas as consultas aos adivinhos inescrupulosos... Veja amigo quanta distorção há em tal afirmação, pois leia abaixo o que as pessoas que praticavam adivinhação tinha dentro de si: ATO DOS APOSTOLOS, cap. 16, versículos 16 a 18, in verbis “16 ¶ E aconteceu que, indo nós à oração, nos saiu ao encontro uma jovem, que tinha espírito de adivinhação, a qual, adivinhando, dava grande lucro aos seus senhores. 17 Esta, seguindo a Paulo e a nós, clamava, dizendo: Estes homens, que nos anunciam o caminho da salvação, são servos do Deus Altíssimo. 18 E isto fez ela por muitos dias. Mas Paulo, perturbado, voltou-se e disse ao espírito: Em nome de Jesus Cristo, te mando que saias dela. E na mesma hora saiu.” “Nem necessitaria se fazer qualquer comentário, pois o que foi grifado acima por si só já diz tudo, mas, digo-lhe que toda a pessoa que pratica adivinhação tem um espírito maligno ou demônio e não é, como você leu acima, espírito de pessoa morta não, mas demônio que utilizava o corpo desta mulher para trazer lucro aos seus patrões e levá-los ao constante pecado(vide deuteronômio), visando, quando estes morressem arrebatá-los o inferno, que você também não acredita que existe, mas existe, pois qual era então a intenção desse espírito fazer tal trabalho???” Aqui não entendi o que se quis mostrar... Ora, se digo que a proibição visava aos adivinhos inescrupulosos, e a moça adivinhava para obter lucros dos seus patrões, era então uma dessas inescrupulosas. Portanto estamos de acordo com essa posição. Mas se pretendem comparar a atividade desta moça às praticas espíritas é porque desconhecem completamente o Espiritismo. No Espiritismo não fazemos adivinhações e muito menos cobramos por qualquer serviço espiritual, não cobramos de ninguém qualquer pagamento, e muito menos cobramos dizimo! Da casa espírita está afastada qualquer menção a dinheiro porque seguimos a orientação de Jesus quando expulsou os vendilhões do Templo, dizendo: ...e disse aos que vendiam as pombas: Tirai daqui estas coisas; não façais da casa de meu Pai casa de negócio. João 2:16 Aproveitamos para esclarecer a todos, que nós espíritas não fazemos adivinhações,nãofazemos serviços de despachos e nunca anunciamos qualquer serviço em revistas ou postes de iluminação publica. E nunca oferecemos nosso esforço por dinheiro. Nem pedimos dízimo. O problema é que, os que contestam o Espiritismo falam do que não sabem. Colocam no mesmo saco os espíritas e os ledores da sorte, jogadores de búzios profissionais, fazedores de despachos e etc. Convém esclarecer a todos os contestadores que não fazemos adivinhações, e que sequer temos qualquer identificação com a Umbanda e Candomblé, que são religiões africanas trazidas pelos escravos para ao Brasil. Não obstante respeitarmos essas duas crenças, como todas as demais, nada temos com elas. No espiritismo NÃO existem velas, bebidas, imagens rituais, musicas, paramentos, adornos, ou qualquer culto exterior!!! NADA DISSO EXISTE!!! Convidamos aos contestadores para assistir uma reunião espírita (Kardecista), para que avaliem por si mesmos, e não confundir alhos com bugalhos. E a contestação prossegue: 12. “digo-lhe que toda a pessoa que pratica adivinhação tem um espírito maligno ou demônio e não é, como você leu acima, espírito de pessoa morta não, mas demônio que utilizava o corpo desta mulher para trazer lucro aos seus patrões e levá-los ao constante pecado”. Novamente os contestadores voltam a fazer afirmações pessoais completamente distanciadas do que diz o texto bíblico, pois no próprio texto acima se lê: “Mas Paulo, perturbado, voltou-se e disse ao espírito: Em nome de Jesus Cristo, te mando que saias dela. E na mesma hora saiu.” Ora, Paulo diz ao ESPÍRITO.... não diz ao demônio Que direito assiste a quem quer que seja afirmar que o espírito era um demônio se o próprio texto bíblico afirma ser só um espírito? Esperamos que estas singelas considerações possam ter sido úteis para o devido esclarecimento. E para finalizar, recomendamos a todos os que adotam a Doutrina Espírita que evitem polemizar e tentar converter os outros para a sua crença. Usem estes argumentos para seu próprio entendimento e para eventuais oportunidades em que essas informações possam ser realmente úteis e edificantes.

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Nós brasileiros, estamos órfãos de bons comentaristas e narradores de futebol, principalmente pela TV. Saudades do tempo do rádio…! Assistir um jogo da copa na TV globo é melhor ouvir no rádio, pena que no rádio, também não têm comentaristas que ‘comentam futebol’, e sim, anúncios de bebidas (garantido assim sua estadia no ar), aí somos “obrigado” a escutar Ronaldo dentuço, com sua voz de carneiro com fome e Roberto Carlos com a voz de motor de motocicleta com escapamento furado (…). Assistir um jogo na TV globo com Gavião Bueno é o ‘ó do borogodó’ como diz a gíria popular no RN. O cara quer aparecer mais que as estrelas do espetáculo (os jogadores), ainda tem o Casagrande tentando botar pra fora a batata quente que engoliu… Como diz o semelhante, “é brincadeira”.

domingo, 6 de outubro de 2013

Aristóteles, Gonzaga Mota e os políticos atuais!

No século III a.C. o pensador Aristóteles conceituou o homem, como um ser político por natureza. No século XX (Dois mil e trezentos anos depois), Gonzaga Mota então governador do Estado do Ceará, disse que a ‘política é dinâmica’. Eu, um anônimo pensante que acredita na capacidade da emancipação humana pela sua própria natureza, e também numa política capaz de mudar as diretrizes distributivas dos bens públicos, onde todos sejam beneficiados, e não alguns por corporativismo, conveniências, ou mesmo pela influencia partidária, ainda, não entendi o que houve e o que está havendo com a personalidade do ser humano, principalmente a do ‘político’... Aristóteles quis dizer que nós somos um ser sociável, e, sendo a política uma ‘ferramenta institucional’ capaz de “envolver” a sociedade como uma unidade estável e harmônica no usufruto dos bens públicos, todos nós deveríamos considerar de fato políticos por natureza. Mas, a cria do coronelismo politico cearense, Gonzaga Mota, surgido na época como sendo uma “inovação”, e de fato foi, porque até então, nós tínhamos uma visível disputa política, embora, conservadora e opressora, mas visível ao ponto de sabermos quem era o inimigo político da vez. Pois sim, foi esse senhor quem disse que a ‘política é dinâmica’, até aí nada demais, pois sabemos que tudo na natureza tem sua dinamicidade, até porque o próprio Universo é dinâmico. Ora, a frase mencionada pelo ex-governador vem justamente corroborar com a politica de exclusão e de autobenefício aplicada a partir de seu governo, e, deu cria há muitos políticos com personalidades idênticas à dele. (…). A ‘dinâmica na política’ deve ser repensada por todos àqueles que veem na mesma, uma possibilidade coletiva de distribuição de bens públicos, não como estar sendo aplicada pela maioria dos políticos do nosso Município, Estado e País. É preciso mais respeito com os munícipes, com o povo de um modo geral. A ideologia, ainda é a fidelidade daqueles que vivenciam a frase aristotélica, sem ela, a política passa a ser simplesmente um jogo de interesse… Roberto Vieira

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

O Método de Kardec - José Herculano Pires, in “A Pedra e o Joio”

Kardec nasceu no início do século XIX, numa fase de aceleramento do processo cultural em nosso mundo. Formou-se na cultura do século, sob a orientação de Pestalozzi, o mestre por excelência. Especializou-se em Pedagogia, que podemos chamar de Ciência da Cultura, e até aos cinquenta anos de idade exerceu intensas atividades pedagógicas, tornando-se o sucessor de Pestalozzi na Europa. Não se fez padre nem pastor, mas cientista e filósofo, na despretensão e na humildade de quem não procurava elevadas posições, mas aprimorar os seus conhecimentos. Adquiriu no estudo, nas atividades teóricas e na prática, o mais amplo conhecimento dos problemas culturais do seu tempo. Vivendo em Paris, considerada então como o cérebro do mundo, impôs-se ao consenso geral como homem de elevada cultura, um intelectual por excelência. Colocado num momento crucial da evolução terrena, viu e viveu o drama cultural da época. E só aos 50 anos de idade, maduro e culto, deparou com o problema nodal do tempo e procurou solucioná-lo em termos culturais. Esse problema se resumia no seguinte: a cultura clássica, religiosa e filosófica, desabava ao impacto do desenvolvimento das Ciências, sem a menor capacidade para enfrentar o realismo científico e salvar os seus próprios valores fundamentais. Formado na tradição cultural do Século XVIII, herdeiro de Francis Bacon, René Descartes e Rousseau, compreendeu claramente que o problema do seu tempo repousava na questão do método. Os fenômenos espíritas se verificavam com intensidade, como uma espécie de reação natural aos excessos do empirismo, no bom sentido do termo, que era a aplicação do método experimental a todo o Conhecimento. A tradição espiritual rejeitava esses excessos mas não dispunha de armas para combatê-los. Kardec resolveu aplicar o método experimental ao estudo dos fenômenos espíritas. Logo aos primeiros resultados verificou que o nó do problema estava no seguinte: o método experimental se aplicava apenas à matéria, excluindo-se o espírito que era considerado como imaterial e portanto inverificável. Mas se havia fenômenos espíritas era evidente que o espírito, manifestando-se na matéria, tornava-se acessível à pesquisa. Tudo dependia, pois, do método. Era necessário descobrir um método de investigação experimental dos fenômenos espíritas. Era claro que esse método não podia ser o mesmo aplicado à pesquisa dos fenômenos materiais, considerados como os únicos naturais. Mas porque os únicos? Porque as manifestações do espírito eram consideradas como sobrenaturais, regidas por leis divinas. Já Descartes, no Século XVII, lutando contra o dogmatismo escolástico, mostrara a unidade de alma e corpo na manifestação do ser humano e advertira contra o perigo de confusão entre esses dois elementos constitutivos do homem. Kardec se sentia bem esteiado na tradição metodológica e conseguiu provar que os fenômenos espíritas eram tão naturais como os fenômenos materiais. Ambos estavam na Natureza, espírito e matéria correspondiam a força e matéria, os dois elementos fundamentais de tudo quanto existe. Daí sua conclusão, até hoje inabalada, e confirmada na época pelas manifestações dos próprios Espíritos que o assistiam: a Ciência do Espírito correspondia às exigências da época. Mas era necessário desenvolvê-la segundo a orientação metodológica da Ciência da Matéria, pois essa orientação provara a sua eficiência. A questão era simples: na investigação dos problemas espirituais o método dedutivo teria de ser substituído pelo método indutivo. Mas essa questão se tornava complexa porque a tradição espiritualista, cristalizada nos dogmas das igrejas, repelia como herética e profanadora a aplicação da pesquisa científica aos problemas espirituais. Kardec enfrentou a questão com extraordinária coragem. Enfrentou sozinho, sem o apoio de nenhum poder terreno, todo o poderio religioso da época. Teve então de colocar-se entre os fogos cruzados da Religião, da Filosofia e da Ciência. Os teólogos o atacavam na defesa de seus dogmas, a Filosofia o considerava um intruso e a Ciência o condenava como um reativador de superstições que ela já havia praticamente destruído. A vitória de Kardec definiu-se bem cedo. A Ciência Psíquica Inglesa, a Parapsicologia Alemã e a Metapsíquica Francesa nasceram da sua coragem e das suas pesquisas. Mais de cem anos depois, Rhine e Mac Dougal fundariam nos Estados Unidos a Parapsicologia moderna, seguindo a mesma orientação metodológica de Kardec. E a sua vitória se confirmou plenamente em nossos dias, quando as pesquisas parapsicológicas endossaram as conclusões de Kardec e logo mais a própria Física e a Biologia fizeram o mesmo. A palavra paranormal, criada por Frederic Myers e hoje adotada na Parapsicologia, substituiu em definitivo, no campo científico, a classificação errônea de sobrenatural dada aos fenômenos espirituais. O espírito como objeto Kardec transformou o espírito, entidade metafísica, em objeto específico da pesquisa científica. Nem mesmo a reação kantiana, nos séculos XVIII e XIX, com a crítica da razão, estabelecendo os supostos limites do conhecimento em termos do Empirismo inglês, impediu essa transformação. Na própria Alemanha o Prof. Frederico Zollner, da Universidade de Leipzig, submeteu o espírito à investigação kardeciana e Schrenck Von Notzing, em Berlim, instalou o primeiro laboratório de pesquisa espírita do mundo. Hoje os cientistas soviéticos, na maior fortaleza ideológica do materialismo no mundo, provaram sem querer a existência do espírito e de seu corpo espiritual, a que passaram a chamar de corpo bioplasmático. As pesquisas realizadas com o fenômeno da morte mostrou-lhes que o corpo material é vitalizado por ele e por ele mantido em função. A última novidade da Biologia soviética é essa descoberta que atenta contra o materialismo de Estado. O espírito convertido em objeto de investigações físicas e biológicas é hoje a prova inegável da vitória de Kardec. Mas Kardec avançou além dessa posição atual. Ele não se limitou a pesquisar o espírito como objeto acessível à percepção sensorial. Da mesma maneira por que o pensamento, na Lógica, é um objeto não-físico - e hoje na Parapsicologia um objeto extrafísico - Kardec submeteu o espírito a pesquisas psicológicas e provou a sua realidade energética, a sua natureza dupla, de energia espiritual pura manifestada no corpo espiritual, de natureza semimaterial. Os instrumentos de que se serviu para essa audaciosa pesquisa constituem hoje os campos de força da percepção extra-sensorial, cuja realidade palpável foi demonstrada pelas experiências de laboratório dos mais eminentes parapsicólogos. A aparelhagem mediúnica das pesquisas de Kardec, ridicularizadas pelos sabichões do tempo, como Richet os classificou, é hoje cientificamente reconhecida, tanto nos Estados Unidos como na Inglaterra, na Alemanha quanto na URSS. Kardec desenvolveu o seu método de pesquisa tendo por base o processo de comunicação. Hoje estamos na época da comunicação e essa palavra adquiriu um valor científico de importância básica. Mas a palavra comunicação já era, no tempo de Kardec, uma categoria da Filosofia Espírita e designava um elemento fundamental da pesquisa espírita. A comunicação mediúnica abriu para o homem uma nova dimensão na sua concepção do mundo e da vida. E Kardec dedicou-lhe todo um tratado, com O Livro dos Médiuns, estabelecendo as regras metodológicas da comunicação entre os vivos da Terra e os supostos mortos do Além. Nenhum tratado atual de Parapsicologia conseguiu superar o que Kardec descobriu e expôs nesse volume. Com essa descoberta Kardec revolucionou o campo central das estruturas religiosas. O problema da Revelação, que representava uma fortaleza aparentemente inexpugnável da Religião, o seu mistério essencial e fundamental, foi cruamente esclarecido. E a posição metodológica de Kardec enriqueceu-se com a possibilidade de investigar as próprias bases da Religião. Mostrando que a fonte da Revelação é a comunicação mediúnica, Kardec pôde estabelecer a relação entre Ciência e Religião de maneira definitiva. Existe, explicou ele, a Revelação Espiritual, que consiste no ensino de leis do mundo espiritual através da comunicação mediúnica, e existe a Revelação Científica, que consiste na explicação de leis do mundo material através da comunicação científica, feita pelos pesquisadores. A Ciência Espírita utilizou-se dessas duas formas de revelação e estabeleceu a conjugação de ambas para o controle do conhecimento da realidade, que é o objetivo direto da Ciência. Foi assim que Kardec, adotando uma orientação metodológica segura e nunca dela se afastando, conseguiu, finalmente, desdobrar a moderna concepção do mundo, revelando a face oculta da própria Terra em que vivemos e aniquilando o último reduto do maravilhoso ou sobrenatural. Graças a ele, ao seu trabalho gigantesco e ao sacrifício total da sua existência, os cientistas atuais poderão prosseguir no desenvolvimento das Ciências, sem tropeçar nas barreiras supersticiosas, mitológicas, mágicas e teológicas do passado. Kardec completou a Ciência com a sua contribuição espantosa. Fez, praticamente sozinho, no campo do espírito, e em apenas quinze anos de trabalho, o que milhares de equipes de cientistas, no campo da matéria, realizaram através de pelo menos três séculos. E a precisão do seu método se confirma nas conclusões inabaladas e inabaláveis a que chegou sozinho, muitas vezes criticado pelos seus próprios companheiros, que o acusavam de personalismo centralizador. Faltava aos próprios companheiros o espírito científico que o sustentou na batalha sem tréguas. Os que hoje desejam confundir as coisas, ignorando o problema metodológico em Kardec, aceitando mistificações grosseiras de espíritos pseudo-sábios, servem apenas para provar, ainda em nossos dias, como e quanto Kardec avançou no futuro, superando de muito o seu tempo e o nosso tempo. Só a ignorância orgulhosa ou a inteligência vaidosa e interesseira podem hoje querer superar Kardec, quando a própria Ciência e a própria Filosofia atuais estão ainda rastreando as conquistas de Kardec, nos rumos de futuras descobertas. O Espiritismo evolui, como tudo evolui no Universo. Esse é um axioma espírita. Mas a obra de superação de Kardec pertence às gerações do amanhã, pois a geração atual não revelou ainda condições sequer para compreender Kardec. Por outro lado, é bom lembrar que a superação de Kardec não será mais do que o prosseguimento do seu trabalho, o desdobramento da sua obra, na medida em que o homem se torne mais apto a compreender o que Kardec ensinou. O atraso atual do movimento espírita nos sugere, mesmo, que talvez o próprio Kardec tenha de voltar à Terra, como os Espíritos lhe disseram na ocasião em que esteve entre nós, para completar a sua obra, que homem nenhum foi capaz até o momento de ampliar em qualquer sentido. Os leitores que desejarem verificar as comprovações parapsicológicas atuais das pesquisas de Kardec poderão fazê-lo em duas fontes: a nossa tradução anotada de O Livro dos Médiuns e o nosso livro Parapsicologia Hoje e Amanhã, em sua quarta edição. Neste último encontrarão um capitulo especial sobre a descoberta do corpo bioplasmático pelos físicos e biólogos soviéticos. Fotografias da aura das coisas e dos seres têm sido apresentadas como fotografias da alma e justamente rejeitadas pelas pessoas de bom senso. Essas fotos pertencem à fase da efluviografia nas experiências com as câmaras Kirlian. As fotografias do corpo bioplasmático são as que realmente correspondem à alma.

domingo, 4 de agosto de 2013

RESSUREIÇÃO DA CARNE


Deixo de comentar a tal ressurreição da carne, porque todas as pessoas cultas não aceitam essa doutrina; absolutamente não podem acreditar mais, porque é absurda, anticientífica e insubsistente; porque sabem que as substâncias químicas que se desagregam vão formar novos corpos no grande laboratório da natureza. 
A verdadeira doutrina está na 1ª aos Coríntios, XV: 35-44, para quem sinceramente estuda o Espiritismo. 
O versículo 44 concorda em ser o homem constituído de três substâncias: 
1º) A alma ou Espírito, princípio inteligente, no qual reside o senso moral. 
2º) O corpo, invólucro grosseiro, material, de que está temporariamente revestido para realizar certos objetivos providenciais. 
3º) O perispírito, envoltório fluídico, semi material, que é o traço de união entre a alma e o corpo" (1). 
O perispírito é, pois, o corpo espiritual de que fala o apóstolo Paulo, e no qual se opera a ressurreição. Não é uma ressurreição carnal, mas uma ressurreição em corpo espiritual, conforme a linguagem do apóstolo. 
O corpo carnal descendo à sepultura, a alma fica no espaço revestida do corpo espiritual e nunca mais irá reunir-se a um cadáver ou a um corpo inexistente, que existiu e foi destruído pela decomposição de suas moléculas. 
A única ressurreição da carne, que existe, é a reencarnação da alma para uma nova existência corporal. 
Ainda que assim alguns não creiam, nem por isso deixa de ser verdade. 
A doutrina do Espiritismo não é religião que se imponha às consciências e não quer ter prosélitos inconscientes, nem precisa que alguém creia nela. 
Não tem pregadores que ganhem ordenado em troca de suas pregações; aqueles que se lhe dedicam dão de graça o que de graça recebem, porque não vivem do Espiritismo. 
Tem profissões que lhes asseguram a manutenção da vida. Somente o charlatanismo explorador é que poderá abusar desse nome para enganar aos idiotas e ignorantes. 
O Espiritismo não teme aos seus contraditores: ele quer ser estudado e meditado. Mau grado aos que o maldizem, ele vai-se tornando conhecido, crido o e professado por milhões de criaturas em todo o mundo, num progredir crescente e incessante, porque é a verdade e nela está, pouco importa que alguém creia ou deixe de crer. EIe marcha de acordo com as ciências, interpreta a Bíblia e desfaz os absurdos dogmáticos. Derrubará a Babilônia dos erros, filhos da ignorância (2). 

Benedito A. da Fonseca
Livraria Editora da Federação Espírita Brasileira
1941

(1) "O Espiritismo" de Gabriel Delanne, cap. III.
(2) De 1923 a 1938, no transcurso de tempo que medeia essas duas datas, muitos pregadores protestantes se fizeram espiritas, muitos padres católico-romanos romperam com suas Igrejas, despiram a indumentária sacerdotal e abraçaram a verdade. No decurso de 16 anos, quantos milhões de espíritas se acrescentaram e quantos milhões de volumes de novos tratados vieram enriquecer a literatura espir

terça-feira, 16 de julho de 2013

Ditadura e Democracia! Neoliberalismo, ou uma ditadura camuflada?



No último mês de junho por razões óbvias, o país ficou perplexo diante de várias manifestações populares ante partidária e sem uma liderança especifica o que colocou em cheque o nosso modelo regimental e administrativo.  Em outrora ocasião eu havia feito alguns comentários a respeito deste assunto, achando que não necessitaria reatar o mesmo, mas diante de algumas atitudes comprometedoras de pessoas que no mínimo deveriam permanecer em silêncio, já que são filhos do antigo regime, todavia, contrariando a todos, essas pessoas demonstraram que são além de apologistas, praticantes fiéis do mesmo, se faz jus que continuemos a temática...
Até pouco tempo atrás, vivíamos numa ditadura cruel, onde seus defensores sem escrúpulos calaram milhões e milhões de brasileiros, argentinos, paraguaios, chilenos, peruanos, bolivianos, etc., quando não, mandaram e mataram covardemente homens e mulheres que sonhavam com um país menos violento, menos corrupto, menos desigual, e, mais justo para todos, enfim…
A partir de 1988, regido por uma nova constituição, o Brasil foi redemocratizado sob o comando de um governo civil, onde a nação voltou a ter uma esperança na busca de uma vida livre e soberana…
Para entendermos os conceitos de Ditadura e Democracia é preciso analisar mais profundamente o caso da política no continente sul-americano, principalmente no Brasil e na vizinha Venezuela, onde ambos saíram de ditaduras recentes, mas por via-de-regra usam o mesmo sistema de governo (presidencialista), sendo um ‘liberal’ e o outro socialista (democrático e autoritário) respectivamente, demonstrando uma complexidade em conceituarmos um modelo ideal de administração, sabendo nós que Dilma e Maduro possuem ideologias semelhantes, mas, que as descaracterizam na aplicabilidade de normas e condutas, sob a “necessidade” de manter uma suposta governabilidade…
Entretanto, numa Ditadura, sob o poder da minoria, dependendo politicamente do contexto histórico do país, onde os governantes, usando pretextos egoístas de sujeito transformador da realidade contextualizada pela pobreza e pela miséria, ainda assim sendo homenageados em praça pública como salvadores da pátria (heróis) pela maioria, numa discrepância sem lógica nenhuma…
Já numa Democracia o povo detém o poder, embora saibamos das limitações desse poder, pois, a maioria não tem consciência da responsabilidade em delegar esse poder a alguém, que provavelmente irar beneficiar-se em causa própria. Ora, usar de uma subjetividade outorgada por uma massa que se acha representada é no mínimo, uma ditadura branca e/ou camuflada, sob o ponto de vista equivocado e populista…
Entendam, quando nos referimos aos governantes maiores dos países citados neste artigo, devemos inferir todos os conceitos para as lideranças Estaduais e Municipais sem nenhuma necessidade de ajustes em suas práticas administrativas. Contudo, vale ressaltar que qualquer atitude tomada contra o povo, por qualquer que seja o governante, deve ser “enquadrada” como antidemocrática, haja vista, que vivemos num regime (DEMOCRACIA) onde a maioria (Povo) é quem detém o poder sobre minoria (Governante)…
Portanto, na intimidade dos sujeitos, aqui representado pelo eleitor, tanto a Democracia quanto a Ditadura, gera uma insatisfação subjetiva, mediante o status quo contextualizado por circunstâncias da política/corporativista e tendenciosa aplicada socialmente. Entretanto, o que importa é a denominação concreta da aplicabilidade dos conceitos. Acerto, Erro, Omissão, são consequências não justificáveis pela não credibilidade do agente e, não do sujeito como muitos pensam…     


 Roberto Vieira 

domingo, 14 de julho de 2013

Sodoma e Gomorra – Cidades milenares emitem radiação



Amigos, 


      No tópico "Semelhanças entre ensinamentos de Buda e Jesus", msg/resp #168, o amigo Amós escreveu, o q vai abaixo, que é lembrado neste tópico para que reflitamos a respeito:
      Amós citou Conforti:
      Conforti escreveu (msg anterior): refiro-me a Deus com a palavra "aquilo" porq, nas linhas esotéricas (talvez em todas), não se busca, nem se crê num Deus criador, vingador, punidor, com características pessoais à “imagem e semelhança” dos homens, que necessita de auxiliares e prepostos para cumprir seus desígnios, e que está em algum lugar do universo, afastado de suas criaturas, ele "lá", nós "aqui".
      Amós escreveu: Cada dia que passa estou chegando a conclusão que aqueles, que não acreditam nos deuses com as características citadas pelo Sr. estão enganados.
      Os escritos sagrados antigos, não "foram meras fantasias", são obras que devem ser interpretadas, para que possamos reconhecer os seus reais significados, e desvendarmos os mistérios da antiguidade; enquanto não mudarmos a nossa visão preconcebida, permaneceremos na ignorância.  
..................
      Cidade da antiga India (de milênios atrás) ainda emite radiação como de explosão atômica.
 
      "A ruínas de Harappa.
      "Uma pesada camada de cinza radioativa em Rajasthan, na Índia, cobre um área de 5 kms quadrados, a 16 quilômetros a oeste de Jodhpur.  Os cientistas estão investigando o local, onde um projeto habitacional está sendo desenvolvido.
      "Por algum tempo tem se notado que há um grande percentual de defeitos de nascença e câncer nesta área sob construção.  Os níveis de radiação registrados têm sido tão altos nos instrumentos dos investigadores, que o governo indiano mandou isolar a região.
      "Os cientistas escavaram uma cidade antiga, onde a evidência mostra que uma explosão atômica datada de milhares de anos atrás (cerca de 10 milênios A.C.), destruiu a maior parte das edificações e, provavelmente, meio milhão de pessoas morreram.  Um pesquisador estima que foi usada uma bomba nuclear de potência semelhante às usadas no Japão em 1945, em Hiroshima e Nagasaki.
      "O Mahabharata (um dos mais épicos textos clássicos da Índia, o texto sagrado de maior importância no hinduísmo, considerado um verdadeiro manual de psicologia-evolutiva de um ser humano. A obra discute o desfrute sensorial, o desenvolvimento dos homens na vida material, a religiosidade mundana, trazendo códigos de conduta moral. Dele foi extraído o Bhagavad Gita, a Sublime Canção da Imortalidade, o ensinamento supremo sobre a moralidade para os hindus).  O Mahabárata claramente descreve uma explosão catastrófica que abalou o continente:
      Citação: “Um único projétil, carregado com toda a força do Universo… Uma coluna incandescente de fumaça e uma chama tão clara quanto 10.000 sóis, apareceu em todo seu esplendor… era uma arma desconhecida, um trovão de ferro, um mensageiro gigantesco da morte, o qual reduziu às cinzas uma raça inteira.
      "Os corpos estavam tão queimados que ficaram irreconhecíveis.  Suas mãos e unhas caíram, os vasos estavam quebrados sem qualquer causa aparente, os pássaros se tornaram brancos.

      "Após algumas horas, os alimentos ficaram infectados.  Para escapar deste fogo, os soldados se jogaram no rio.“
      O historiador Kisari Mohan Ganguli diz que os escritos sagrados indianos são cheios de tais descrições, as quais se assemelham às explosões atômicas de Hiroshima e Nagasaki. Ele diz que as referências mencionam sobre charretes batalhando nos céus e armamentos de exterminação. Uma batalha antiga é descrita no Drona Parva, uma seção do Mahabharata:
      Citação: “O trecho fala sobre um combate onde a explosão de armamentos de exterminação dizima exércitos inteiros, causando que uma multidão de guerreiros com seus cavalos, elefantes e armamentos, fosse carregados para longe, como se fossem folhas secas”, diz Ganguli.
      “Ao invés de nuvens na forma de cogumelos, o escritor descreve uma explosão perpendicular com nuvens de fumaça abrindo como um guarda-sol gigantesco.  Há comentários sobre a contaminação dos alimentos e do cabelo das pessoas caindo”, relata Ganguli".

      "O arqueólogo Francis Taylor diz que entalhes em alguns dos templos da região, que ele conseguiu traduzir, sugerem que eles rezavam para serem poupados da grande luz que estava vindo para destruir a cidade.
      Citação: “É muito fascinante imaginar que alguma civilização possuía tecnologia nuclear milhares de anos antes de nós.  A cinza radioativa adiciona credibilidade para os relatos indianos antigos que descrevem uma guerra atômica”, diz Taylor.
      "A construção do projeto de habitação no local foi paralisado enquanto os cinco membros da equipe conduzem suas investigações. O líder do projeto é Lee Hundley, que foi pioneiro na investigação após o alto nível de radiação ter sido descoberto.
      Citação: "Há uma evidência de que o Império Rama (a Índia de hoje) foi devastada por uma guerra nuclear.  O Vale Indus, agora o deserto de Thar, e o local de cinza radioativa encontrado ao oeste de Jodhpur, fica naquela região".
      "Até o bombardeamento de Hiroshima e Nagasaki, o homem moderno não poderia imaginar qualquer armamento tão horrível e devastador quanto aqueles descritos nos textos indianos antigos.  Porém, estes textos descrevem precisamente os efeitos de explosões atômicas.

      "Quando as escavações nas cidade de Harappa e Mohenjo-Daro alcançaram o nível das ruas, foram descobertos esqueletos espalhados pelas cidade, pelas ruas, muitos dando as mãos como se em algum instante, repentinamente, algo horrível tivesse acontecido.  As pessoas estavam deitadas, pelas ruas da cidade, não enterradas, como era o costume.  Os esqueletos datavam de milhares de anos atrás.
      "O que poderia ter causado tal coisa?  Por que os corpos não se decompuseram ou foram comidos pelos animais selvagens?  Além disso, não há qualquer causa aparente de morte causada por algo fisicamente violento, além do que poderia ser uma explosão nuclear.
      "Estes esqueletos estão entre os mais radioativos já encontrados, equiparados aos encontrados em Hiroshima e Hagasaki.  Em um local, pesquisadores soviéticos encontraram um esqueleto que tinha um nível radioativo de 50 vezes mais alto que o normal.  Outras cidades têm sido encontradas no norte da Índia, as quais possuem indicações de explosões de grande magnitude.  Uma dessas cidades, encontrada entre o rio Ganges e as montanhas de Rajmahal, parece ter sido sujeita a um calor tão intenso que grandes massas de argila das paredes, muros e fundações desta cidade antiga estão ‘fundidas’, devido ao intenso calor que foram submetidas.  Estas estruturas estão literalmente vitrificadas.  E já que não há evidência de uma erupção vulcânica em Mohenjo-Daro ou outras cidades, o calor intenso necessário para derreter a argila, vitrificando-a, somente pode ser explicado por uma explosão atômica ou alguma outra arma desconhecida.  As cidades foram completamente destruídas.

      "Os esqueletos foram datados de 2500 AC.  Devemos mencionar que foi utilizado o método de carbono para esta determinação e este método mede a quantidade de radiação deixada no objeto.  Quando explosões atômicas ocorreram na área onde o objeto se encontra, faz com que estes pareçam muito mais jovens.
      "O cientista chefe do Projeto Manhattan, o Dr. J. Robert Oppenheimer, conhecia os textos da antiga literatura Sanskrit. Em uma entrevista, 7 anos após o teste nuclear de Alamogordo, EUA, ele declarou que “Cidades antigas cujos tijolos e muros de pedra foram literalmente vitrificados, ou seja, fundidos, podem ser encontradas na Índia, Irlanda, Escócia, França, Turquia e outros países.  Não há explicação lógica para a vitrificação de fortes e cidades de pedras, exceto que tenha ocorrido explosão nuclear.”
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      Amós: Ainda temos muito o que aprender sobre a história da raça humana, e este blog desconfia que quando realmente tivermos todos os dados agregados, descobriremos que a nossa história, como a conhecemos hoje, terá que ser completamente reescrita".

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Poder da Fé - Hoje na Associação Espírta Lar José de Anchieta - às 19:30h.



O Evangelho Segundo o Espiritismo

Por ALLAN KARDEC – Tradução de José Herculano Pires

1E depois que veio para onde estava a gente, chegou a ele um homem que, posto de joelhos, lhe dizia: Senhor, tem compaixão de meu filho, que é lunático e padece muito; porque muitas vezes cai no fogo, e muitas na água. E tenho-o apresentado a teus discípulos, e eles o não puderam curar. E respondendo Jesus, disse: Ó geração incrédula e perversa, até quando hei de estar convosco, até quando vos hei de sofrer? Trazei-mo cá. E Jesus o abençoou, e saiu dele o demônio, e desde àquela hora ficou o moço curado. Então se chegarão os discípulos a Jesus em particular e lhe disseram: Por que não pudemos nós lançá-lo fora? Jesus lhes disse: Por causa da vossa pouca fé. Porque na verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e ele há de passar, e nada vos será impossível. (Mateus, XVII: 14-19).
            2 – É certo que, no bom sentido, a confiança nas próprias forças torna-nos capazes de realizar coisas materiais que não podemos fazer quando duvidamos de nós mesmos. Mas, então, é somente no seu sentido moral que devemos entender estas palavras. As montanhas que a fé transporta são as dificuldades, as resistências, a má vontade, em uma palavra, que encontramos entre os homens, mesmo quando se trata das melhores coisas. Os preconceitos da rotina, o interesse material, o egoísmo, a cegueira do fanatismo, as paixões orgulhosas, são outras tantas montanhas que atravancam o caminho dos que trabalham para o progresso da humanidade. A fé robusta confere a perseverança, a energia e os recursos necessários para a vitória sobre os obstáculos, tanto nas pequenas quanto nas grandes coisas. A fé vacilante produz a incerteza, a hesitação, de que se aproveitam os adversários que devemos combater; ela nem sequer procura os meios de vencer, porque não crê na possibilidade de vitória.
            3 – Noutra acepção, considera-se fé a confiança que se deposita na realização de determinada coisa, a certeza de atingir um objetivo. Nesse caso, ela confere uma espécie de lucidez, que faz antever pelo pensamento os fins que se têm em vista e os meios de atingi-los, de maneira que aquele que a possui avança, por assim dizer, infalivelmente. Num e outro caso, ela pode fazer que se realizem grandes coisas
            A fé e verdadeira é sempre calma. Confere a paciência que sabe esperar, porque estando apoiada na inteligência e na compreensão das coisas, tem a certeza de chegar ao fim. A fé insegura sente a sua própria fraqueza, e quando estimulada pelo interesse torna-se furiosa e acredita poder suprir a força com a violência. A calma na luta é sempre um sinal de força e de confiança, enquanto a violência, pelo contrário, é prova de fraqueza e de falta de confiança em si mesmo.
            4 – Necessário guardar-se de confundir a fé com a presunção. A verdadeira fé se alia à humildade. Aquele que a possui deposita a sua confiança em Deus, mais do quem em si mesmo, pois sabe que, simples instrumento da vontade de Deus, nada pode sem Ele. E por isso que os Bons Espíritos vêm em seu auxílio. A presunção é menos fé do que orgulho, e o orgulho é sempre castigado cedo ou tarde, pela decepção e os malogros que lhes são infligidos.
            5 – O poder da fé tem aplicação direta e especial na ação magnética. Graças a ela, o homem age sobre o fluído, agente universal, modifica-lhe a qualidade e lhe dá impulso por assim dizer irresistível. Eis porque aquele que alia, a um grande poder fluídico normal, uma fé ardente, pode operar, unicamente pela sua vontade dirigida para o bem, esses estranhos fenômenos de cura e de outra natureza, que antigamente eram considerados prodígios, e que entretanto não passam de conseqüências de uma lei natural. Essa a razão porque Jesus disse aos seus apóstolos: Se não conseguistes curar, foi por causa de vossa pouca fé.